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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Salvador Dalí

Bom dia pessoal

Aqueles que moram em Sp e curtem arte já devem ido, ou pelo menos ouvido falar da exposição de Salvador Dalí no Instituto Tomie Ohtake. E como estou escrevendo aqui sou uma dessas pessoas, que conhecia este artista somente pelo seu lado surrealista e a famosa obra dos relógios derretidos. Mas ao percorrer a exposição pude verificar como ainda não conhecia este genial Dalí, e como contribuiu com diversas formas de arte. 



Nestas duas primeiras obras já podemos verificar a diferença entre o cubismo e o surrealismo, ambas feitas por Dalí. Na primeira ainda está iniciando na arte, ele faz um autorretrato no estilo cubista, devido as influências de seu amigo Picasso. 
Por outro lado na segunda imagem é possível verificar os traços do surrealismo, indo além do racional e consciente ao retratar no fundo a paisagem vista de sua casa, contrapondo com um leito e uma cadeira vazios.
E na terceira imagem  o ápice do artista no surrealismo ao retratar toda sua dor, decorrente da guerra.




Aqui podemos ver como Dalí ultrapassa a esfera da pintura, e contribui com ilustrações de duas revistas de moda influentes até hoje: Vogue e Harper's Bazaar.

E também colaborou com a literatura, em 1946 Dalí realizou as ilustrações do livro Dom Quixote de la Mancha, como podemos ver na primeira imagem. E depois em 1969, no livro Alice no País das Maravilhas. 






Espero que você tenha conhecido um pouco das várias vertente de Dalí: pintor, desenhista, pensador, escritor, ilustrador, designer, explorando todos os campos da criação. E não pense que foi só isso, na verdade só quis dar um gostinho para você conferir a exposição pessoalmente e admirar tudo. 

Salvador Dalí fica em cartaz até 11 de janeiro de 2015, ou seja, ainda tem bastante tempo! No Instituto Tomie Ohtake que fica entre a Av. Faria Lima e Rua Coropés em Pinheiros, Sp.
A entrada é gratuita, e uma dica: vá sem pressa, pois talvez tenha fila.

Beijão e até a próxima!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Obsessão Infinita - Yayoi Kusama

Boa noite pessoal!

Estou tentando voltar ao ritmo do blog aos poucos. Muitas vezes tenho vontade de escrever mas o cansaço físico e mental não permitem, então venho aproveitar minha disposição neste momento, para contar um pouquinho de uma exposição que fui e deixá-los com gostinho de quero mais, quero ver ao vivo, quero viver essa experiência. 


Japonesa nascida no ano de 1929, Yayoi Kusama começou a carreira com pinturas abstratas, retratando a dor vivida pela guerra. Ao mudar-se para Nova York em 1957, entra em contato com grandes artistas como Andy Warhol, fato decisivo para seu futuro artístico.

Se for para definir seu trabalho em uma palavra seria repetição. Muitas pessoas costumam guardar para si seus medos, inclusive artistas, mas para Kusama medo é traduzido nos temas de obras de arte. A série "Obsessão sexual" é um exemplo disto, caracterizada pela repetição de objetos semelhantes ao órgão sexual masculino, e nas palavras da própria artista: "Fico aterrorizada só ao pensar que algo longo e feio como um falo me penetre, e é por este motivo que construo tantos falos... Eu construo muitos e muitos deles e então continuo construindo até que me enterro no processo. A isto dou o nome de 'obliteração'". Isso ocorreu na década de 60, e a partir deste período suas obras começaram a radicalizar, chegando ocupar salas inteiras, como podemos ver na imagem abaixo.



Essa identidade da artista se revela devido a um transtorno mental do qual sofre desde a infância. Além dos falos, também se destaca como princesa das bolinhas, outro fruto de suas alucinações. Em um primeiro momento elas aparecem em uma sala espelhada, como se estivessem estampando os falos em uma espécie de jardim, e neste momento vemos o encontro das duas obsessões da artista.


Outro ambiente é simplesmente uma sala de jantar iluminada por luz negra e repleta de bolinhas, a qual transcende os espaços físicos permitindo o espectador apreciar a obra sem limites. Esta é uma tentativa da artista de recriar o ambiente doméstico de seus traumas, os episódios alucinatórios. E por fim a famosa sala espelhada com lâmpadas coloridas que acendem e apagam, trazendo a sensação de infinito e um enorme espetáculo para os olhos e as câmeras!



Vivendo em uma instituição psiquiátrica, hoje com seus 84 anos Kusama ainda continua ativa na arte. Suas obras recentes são pinturas, que mantêm as mesmas repetições como tema.



























Depois disso tudo não deu aquela vontade de ver ao vivo? Então não perca! Até dia 27 de julho no Instituto Tomie Othake, de terça a domingo das 11 às 20h e com entrada gratuita! *-*


Beijoo

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Instituto Tomie Othake

Olá pessoal, tudo certo?

Já começo me desculpando... Não me levem a mal, nem pensem que estou mudando o direcionamento deste blog e transformando-o em um roteiro de exposições, e lugares para ir. Mas essa cultura é fonte inesgotável de inspiração para a moda, design e outros universos, e certas pessoas têm sede de ver gente, ouvir música, apreciar arte, sentir a natureza... como eu :D E gosto não se discute, não é mesmo? Então é nesse ritmo que venho lhes apresentar mais um lugar bem bacana pra ir, e a exposição em cartaz por lá. 

Bom, quem anda por São Paulo e já passou pela Zona Oeste, provavelmente deve ter parado uns 2 minutos para observar este prédio, um tanto quanto fora do comum:



Modelo contemporâneo, este é um projeto do arquiteto Ruy Ohtake que abrange dois edifícios com escritórios, um centro de convenções, outro centro cultural, e com o nome da famosa artista plástica japonesa, Tomie Ohtake. Seu objetivo principal é promover a cultura, e alcançar pessoas que ainda não tem contato com este universo, através de exposições, oficinas e cursos, muitas vezes gratuitos.  

O espaço é bem grande a agradável, com design, cores e materiais diferenciados, além das diversas salas que abrangem os eventos citados acima. Também conta com uma lojinha de produtos bem peculiares, livraria e restaurante com preço $algado. hahaha




Continuando, um gostinho da exposição "Opa! Uma Alegre Revolução" resultada de um trabalho colaborativo de dois artistas japoneses, que compartilham a paixão pelo nosso país. E acho que todos concordam neste forte laço entre Japão/Brasil não é? Tudo começou com a imigração japonesa, e atualmente é aqui onde vive a maior comunidade japonesa fora de seu país natal. Muitos brasileiros também vivem lá, e vemos constantemente as influências nipônicas em nosso cotidiano, seja na alimentação, arte, cultura, entre outros. 

Então de um lado temos o artista plástico Go Yayanagi, e do outro a estilista Junko Koshino, juntos misturam seus trabalhos e tentam derrubar as fronteiras entre os dois países. Assim, é possível encontrar ilustrações, figurinos, e outras obras que unem moda e arte, como os tecidos de seda estampados com as imagens dos quadros. 

Você pode visitar gratuitamente até 16 de março, de terça a domingo das 11 às 20h, gratuitamente! Vale a pena conferir!





E como diriam meus queridos Looney Tunes: That's all folks!

Xoxo